Teresa Leitão: “Já tivemos muito perrengue com o PSB”

Teresa Leitão relembra divergências entre PT e PSB, defende a aliança de 2022 e comenta a relação entre os partidos em Pernambuco

Política é formada de memória e capacidade de virar a página quando o jogo muda. Foi exatamente nesse tom direto que a senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado, analisou os altos e baixos da relação entre o PT e o PSB durante sua participação no Podcast Dose Dupla, comandado pelos jornalistas Márcio Didier e Ricardo Dantas Barreto.

Sem fugir do tema, Teresa Leitão abordou as cicatrizes de 2016, quando PSB que votou em peso pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016,  e as rusgas que as duas legendas acumularam em algumas eleições “nós já tivemos muito perrengue com o PSB. O impeachment é além de perrengue, porque foi uma posição política.”

Para a senadora, a criação da Frente Ampla que elegeu Lula em 2022 não significa fingir que o passado não aconteceu, mas sim entender que o momento do país exigia pragmatismo. Segundo ela, o diálogo com o PSB foi uma jogada de responsabilidade política para derrotar o extremismo e reconstruir o país. O recado foi claro: mágoas partidárias não podem vir antes do projeto de governar.

“Quem faz política com responsabilidade precisa saber a hora de divergir e a hora de se unir em nome de algo maior”, pontuou a senadora, ao comentar a união dos partidos em 2022.

Teresa e as críticas ao PSB

A conversa também passou pela política local. Indagada sobre a eterna relação de “amor e ódio” do PT e PSB em Pernambuco, alternando momentos de parceria e brigas intensas nas urnas, Teresa disse que faz parte da política, mas é importante que todos sejam claros em seus posicionamentos. Como exemplo, lembrou da eleição para prefeito do Recife em 2020, quando João Campos fez duras críticas à candidata do PT, Marília Arraes.

Teresa afirmou que, na época, ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa ´de Pernambuco (Alepe) para rebater os ataques e que setores do PSB não gostaram das suas críticas na época. “Quando João Campos atacou o PT na campanha de Marília, eu fui para a tribuna da Assembleia, eu disse ‘gatos e sapatos’. Mas o PSB não guardou isso como uma coisa de não me apoiar, por exemplo, para eu ser a senadora da Frente Popular.”

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SOBRE O EDITOR
Márcio Didier

Márcio Didier é jornalista, formado pela Universidade Católica de Pernambuco, com passagens pelo Jornal do Comércio, Blog da Folha e assessoria de comunicação

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