João Campos vai driblando a ansiedade dos aliados

Há uma falsa premissa na sociedade e, principalmente, no mundo político de que o ano começa após o Carnaval. Realmente muita coisa ganha uma nova dinâmica após a folia de Momo. Mas vá dizer para um político que está com o boi na sombra que é preciso iniciar as articulações políticas de olho nas eleições. É logico que ele vai virar a cara e retardar ao máximo a entrada em campo para definir chapa, aliados…

É o caso do prefeito do Recife e candidato à reeleição João Campos. Na coletiva em que falou sobre o Carnaval e seus números, o gestor foi indagado se, com o fim da festa, a agenda eleitoral ganharia espaço. “O momento é de trabalhar pela cidade. Quando for chegando ali mais perto do prazo das convenções, vai se intensificar a agenda política, que é natural e é da vida democrática”, desconversou João Campos.

Para ele, se as convenções fossem em setembro e a campanha em outubro, faltando seis dias para as eleições, seria um paraíso. Mas não é, né. As convenções são em agosto e a campanha em agosto e setembro. Bem avaliado em todas as pesquisas divulgadas, o socialista não quer iniciar uma guerra na sua base, nem provocar eventuais dissidências de aliados descontentes com as escolhas que ele terá que fazer.

Até o momento da definição, vai driblando as expectativas dos aliados. Como fez com o PT nesse Carnaval. Da presidente da legenda, Gleisi Hoffmann, e seu namorado Lindbergh Farias (que até platinou o cabelo como João e Pedro Campos), ao deputado federal Carlos Veras, cotado para a vice e que recheou o seu Instagram com fotos e vídeos ao lado do socialista, o PT esteve sempre ao lado do prefeito. Tanto que um atento observador da cena política recifense classificou a ação dos petistas na folia como “a mais cerrada das marcações”.

Jogando com o cronômetro a seu favor, João Campos vai administrando as ansiedades na base. Só vai acelerar o jogo mais pra frente, sem pressa, ganhando tempo para buscar o melhor caminho a seguir em 2024. Até porque sabe mais do que ninguém que o jogo de 2026 passa pela disputa de outubro próximo.

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SOBRE O EDITOR
Márcio Didier

Márcio Didier é jornalista, formado pela Universidade Católica de Pernambuco, com passagens pelo Jornal do Comércio, Blog da Folha e assessoria de comunicação

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