21ª Caminhada do Forró tomará as ruas do Recife, nessa quinta-feira

Foto: Reprodução

O centro do Recife será tomado pelo clima junino, na próxima quinta-feira (11), com a 21ª Caminhada do Forró. A partir das 17h, 100 músicos, sendo 60 sanfoneiros, sairão da Rua Maris de Barros arrastando milhares de pessoas. Terezinha do Acordeon, Irah Caldeira, Larissa Lisboa, Roberto Cruz e Bárbara Aires. estão entre os artistas que animarão o festejo, que chegará à Praça do Arsenal. A festa de São João continua com shows no palco que será montado.

Produtora da Caminhada do Forró, Natália Reis, contou, em entrevista ao Podcast Dose Dupla, que a novidade deste será uma ala de mulheres tocando triângulo. “Neste ano, estamos fazendo uma homenagem à mulher forrozeira, canta o forró, é instrumentista, a produtora do forró, a cantora, a dançarina”, salientou.

Natália disse que a Caminhada tem como propósito valorizar o forró tradicional, selecionando músicas que o público conhece. “Terezinha do Acordeon, que é minha coordenadora de sanfoneiros, recruta esses sanfoneiros, faz a seleção, a curadoria e eles já vão com um desenho do que vão tocar. A gente não permite nenhuma música que não seja o autêntico forró pé-de-serra. Tem artistas que querem até apresentar a música deles, no percurso, no palco. A gente permite que o artista apresente a música dele, mas o percurso é uma coisa muito do povo querer cantar. Se você botar uma música que ninguém nunca ouviu tira a alegria das pessoas. É impressionante como eles cantam, vai todo mundo de roupa de matuto, é muito lindo”, comentou.

A Caminhada do Forró teve início há 26 anos, da constatação de que no Recife já havia uma grande movimentação no Carnaval, porém faltava algo no período junino que atraísse gente. Natália aceitou desafio e hoje o evento já faz parte do calendário cultural da Capital pernambucana.

“Nem eu mesma sabia o que ia acontecer. No primeiro fui para a rua às 5h da tarde e não tinha ninguém. Eu quase choro. Disse: meu Deus do céu esse é um fracasso. Não vai ter ninguém aqui. Mas foi uma multidão já no primeiro ano. Foram 50 sanfoneiros e a gente passou a 100 depois de 10 anos”, relatou Natália Reis.

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SOBRE O EDITOR
Márcio Didier

Márcio Didier é jornalista, formado pela Universidade Católica de Pernambuco, com passagens pelo Jornal do Comércio, Blog da Folha e assessoria de comunicação

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