Socorro diz que críticas da oposição à saúde são narrativa de palanque

Deputada Socorro Pimentel anuncia comissão especial na Alepe para acompanhar e cobrar avanços do Canal do Sertão, obra voltada à segurança hídrica no Araripe

Horas depois de a oposição denunciar, nesta terça-feira (26),  problemas na saúde de Pernambuco, o governo do Estado escalou a sua líder na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputada estadual Socorro Pimentel (PSD), para rebater ponto a ponto as acusações apresentadas pelo bloco oposicionista. A parlamentar, que também é médica, contestou o relatório dos opositores, classificou as críticas como uma narrativa política de palanque e assegurou que a gestão da governadora Raquel Lyra está corrigindo um passivo histórico de abandono na rede pública estadual.

A reação governista foi imediata e focada em desarmar os principais argumentos do relatório intitulado “Saúde de Fachada”, elaborado por deputados que visitaram grandes complexos hospitalares da Região Metropolitana do Recife (RMR).


Sobre a acusação mais sensível da oposição — de que o estado teria perdido 226 leitos operacionais desde dezembro de 2022 e desativado unidades de retaguarda —, Socorro Pimentel respondeu de forma incisiva. A líder do governo explicou que a atual gestão herdou uma estrutura hospitalar severamente sucateada, com leitos que existiam apenas no papel ou sem condições mínimas de funcionamento e segurança sanitária. Ela acrescentou que a atual gestão abriu mais de 700 novos leitos em todo o Estado.

Socorro destaca responsabilidade fiscal


​Ao rebater a acusação da oposição de que haveria uma “asfixia financeira” decorrente de um  corte de R$ 1,5 bilhão na saúde, a liderança governista esclareceu que a aplicação de recursos na saúde pública estadual segue rigorosamente acima do limite constitucional de 12%. Segundo Socorro,  o percentual atual reflete uma otimização técnica e responsabilidade fiscal para garantir a execução real das obras e serviços, “em contraste com gestões anteriores”.


​Socorro Pimentel pontuou que o governo estadual vem trabalhando para descentralizar os serviços e garantir que o dinheiro público chegue de forma efetiva à ponta. A meta do Palácio do Campo das Princesas, diz, tem sido reestruturar a rede física, modernizar a gestão hospitalar e aprimorar a regulação de leitos em Pernambuco.


​“Quem acompanha de perto o dia a dia da rede pública estadual sabe dos avanços reais que Pernambuco vem alcançando. Estamos implementando a modernização dos hospitais, ampliando serviços essenciais, organizando a regulação e fortalecendo o atendimento nas mais diversas regiões do estado”, ressaltou a deputada.
​Interiorização e grandes avanços na saúde das mulheres


​A resposta do governo também destacou ações que afirmam ir no sentido contrário da tese de “desestruturação” levantada pelos parlamentares do PSB. Entre os principais marcos apresentados pela líder governista estão os investimentos na saúde da mulher e a interiorização da alta complexidade médica.


​A gldeputada enfatizou o impacto positivo de programas como a Carreta da Saúde da Mulher Pernambucana, voltada a exames preventivos e mamografias itinerantes por todo o território estadual. No campo oncológico,  ressaltou o apoio contínuo e estruturação de polos de atendimento especializados no Sertão, a exemplo do Hospital do Câncer em Araripina, reduzindo a necessidade de grandes deslocamentos de pacientes para a capital e garantindo dignidade no tratamento.


​Oposição formaliza denúncias após vistorias
​o revide da líder do Governo Alepe foi uma resposta aos deputados Sileno Guedes (líder da oposição), Diogo Moraes (líder do PSB), Rodrigo Farias e Eriberto Filho, que  apresentaram um diagnóstico de vistorias realizadas nos hospitais da Restauração (HR), Agamenon Magalhães (HAM), Getúlio Vargas (HGV) e Barão de Lucena (HBL).


​O bloco oposicionista alegou redução de leitos e problemas estruturais pontuais nas emergências de tais unidades, anunciando o envio do relatório fiscalizatório para órgãos de controle como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o Conselho Regional de Medicina (Cremepe).


​Em contrapartida, a base governista reiterou que o tom apocalíptico adotado pela oposição ignora as frentes de trabalho abertas pela atual gestão, reforçando o compromisso do Governo de Pernambuco em entregar novos leitos operacionais, realizar contratações de profissionais de saúde e garantir um atendimento humanizado e digno a toda a população pernambucana.

Veja também:

Oposição denuncia colapso na saúde, com cortes de R$ 1,5 bi e de leitos

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SOBRE O EDITOR
Márcio Didier

Márcio Didier é jornalista, formado pela Universidade Católica de Pernambuco, com passagens pelo Jornal do Comércio, Blog da Folha e assessoria de comunicação

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