O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para defender o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), após a repercussão de áudios e mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e discussões sobre financiamento político.
Durante o pronunciamento, Feitosa pediu a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar fatos relacionados ao Banco Master e afirmou que o caso precisa ser apurado pelo Congresso Nacional.
“Pedir patrocínio privado não é mesada, não é suborno, não é corrupção, não é crime. Defendo imediatamente a instalação de uma CPMI para apurar e o Brasil possa acompanhar todos os fatos que envolvem o caso do Banco Master e Daniel Vorcaro. É isso que Flávio Bolsonaro e o nosso partido, o PL, também defendem”, declarou o parlamentar.
O deputado acrescentou que investigações devem ocorrer independentemente do alcance político dos envolvidos.
Feitosa lança desafio
“Vamos apurar tudo, ‘doa a quem doer’, pois ‘quem não deve não teme’. Assim, daqui da tribuna da Alepe, desafio os deputados e senadores do PT a assinarem a CPMI e a articularem, junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que ela seja instalada imediatamente”, afirmou. No entanto, o presidente do Senado articulou, junto com os partidos do Centrão, a não instalação da comissão.
A defesa pela instalação da CPMI do Banco Master tem sido adotada por setores da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com cobrança por assinaturas de parlamentares favoráveis à abertura da investigação.
Para que uma CPMI seja criada no Congresso Nacional, é necessário o apoio mínimo de um terço dos integrantes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O instrumento é utilizado para investigar fatos determinados com relevância nacional, tendo prazo definido para conclusão dos trabalhos.
O pronunciamento de Feitosa ocorre em meio ao aumento da mobilização de parlamentares ligados ao PL em torno do tema e da defesa de investigação sobre eventuais relações entre agentes públicos, financiamento político e instituições financeiras.
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