Disputa acirrada, a que está se montando para o Senado. Mesmo por essas pesquisas malucas divulgadas esta semana, dá para se tirar uma mostra de como vai ser a briga até outubro. Com o time escalado do lado do pré-candidato João Campos formado, com Humberto Costa e Marília Arraes, resta à governadora e pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra, definir com quem entrará em campo. Como se isso já não fosse suficientemente acirrado, há ainda a possibilidade de candidatura avulsa forte, coisa que não houve em outras eleições no Estado.
Como o período de pré-campanha foi um pouco antecipado, para não dizer o contrário, muita coisa pode acontecer até as convenções (julho e agosto). Ou não, quem sabe.
Do lado de João Campos, Humberto Costa era o nome confirmado há meses. Poucos duvidavam de que ele ocuparia uma das duas vagas em qualquer das chapas que o PT apoiasse. Já Marília, não. Precisou de uma grande movimentação da parte dela para ocupar a vaga. Mas, mesmo assim, no meio político há quem duvide que ela permanecerá até o fim. Uma coisa que até não faz sentido, depois de tanto tei-tei nos bastidores.
Já no time de Raquel o cenário ainda é incerto. Se antes se tinha dificuldade em apontar um nome para compor a chapa, agora tem excesso. De Miguel Coelho, passando pelo senador e pré-candidato à reeleição Fernando Dueire (também cotado para vice), por Priscila Krause (também cotada para a vice) e chegando a Túlio Gadêlha (que teoricamente não é cotado para vice) e Eduardo da Fonte (esse certamente não é cotado para vice), Raquel tem quadros e tempo para definir a sua chapa.
Nome avuldo para o Senado
Em faixa própria, corre Anderson Ferreira, que reafirma que será candidato ao Senado, eas pesquisas deram um empurrãozinho. É um risco grande disputar com uma candidatura avulsa, pela ameaça de ficar empastelado pelos adversários ao Senado em uma eleição acirrada pelo Governo e ficar mais quatro anos sem mandato. Mas Anderson aposta em outro acirramento, o nacional, entre Lula e Flávio Bolsonaro, para ter um contraponto a Humberto Costa e Marília Arraes.
Diante desse cenário, a disputa pelo Senado em Pernambuco tende a ser menos previsível do que em anos anteriores, e seguir o vento local ou nacional. A antecipação dos movimentos e o grande número de nomes indicam uma eleição fragmentada, em que alianças, tempo de exposição e capacidade de transferência de votos podem pesar tanto quanto o capital político individual de cada competidor. Até as convenções, o quadro ainda pode passar por ajustes, mas o pleito já se desenha como um dos mais abertos e estratégicos do Estado nos últimos anos.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
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