A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, oficializou nesta segunda-feira (20), no Hotel Jangadeiro, em Boa Viagem, no Recife, a candidatura do senador Humberto Costa (PT) à reeleição. Durante a convenção estadual, a federação também confirmou o apoio à chapa majoritária encabeçada pelo pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), tendo Carlos Costa (Republicanos) como candidato a vice-governador e Marília Arraes (PDT) na disputa por uma das vagas ao Senado.
O ato reuniu dirigentes partidários, parlamentares, prefeitos e vereadores e reforçou a unidade do campo político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as eleições de 2026. Também foram homologadas as chapas proporcionais para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Humberto e a trajetória no PT
Em seu discurso, Humberto Costa afirmou que pretende continuar representando Pernambuco no Senado e destacou sua ligação histórica com o Partido dos Trabalhadores.
“Como senador, eu procurei, em todos os momentos, honrar a história política de luta do estado de Pernambuco e fazer a defesa dos interesses do nosso povo. Quero seguir, com essa estrela que nós trazemos no peito, contribuindo para construir um processo civilizatório, humanista, democrático e de igualdade”, declarou.
O senador lembrou que participou da fundação do PT, em 1980, ao lado do presidente Lula, ressaltando que nunca foi filiado a outra legenda.
“Eu sou PT para toda hora, para todo momento, para a hora boa e para a hora difícil. Tive a oportunidade de criar o SAMU, o Brasil Sorridente e o Farmácia Popular. São 46 anos de uma história da qual tenho muito orgulho de participar.”
Durante a convenção, também foi oficializado o deputado federal Luciano Bivar (MDB) como primeiro suplente da candidatura de Humberto Costa. A definição da segunda suplência ficará para o prazo previsto pela legislação eleitoral.
João Campos: aliança além da eleição
Ao agradecer o apoio da Federação Brasil da Esperança, João Campos afirmou que a aliança entre PSB, PT, PV e PCdoB é resultado de uma trajetória política construída ao lado do presidente Lula e de lideranças como Miguel Arraes e Eduardo Campos.
“Isso não é uma circunstância eleitoral. O que nos une é uma causa: estar ao lado do povo e defender o campo popular. Minha história se mistura com a história democrática de Pernambuco. Alguém com essa trajetória jamais vai estar do lado errado.”
O pré-candidato também defendeu uma sintonia entre os governos estadual e federal. “Precisamos garantir que, na quarta e última vez em que teremos Lula presidente, Pernambuco tenha um governador aliado. Vamos construir o melhor ciclo de desenvolvimento para o nosso povo.”
Humberto Costa afirmou que a aliança com João Campos reúne história política e perspectivas para o desenvolvimento de Pernambuco. “Nós temos uma trajetória de luta ao lado da Frente Popular e do PSB. Mas a razão maior é que, com João Campos, Pernambuco poderá fazer muito mais. Com a parceria entre o Governo Lula e o futuro governo estadual, o crescimento será muito maior.”
A senadora Teresa Leitão (PT) defendeu a unidade da base governista e criticou movimentos que possam fragmentar o campo político de Lula em Pernambuco. “Lula sabe com quem quer andar aqui. Ele disse: ‘Eu e o meu partido estamos apoiando a candidatura de João Campos para governador’.”
O presidente estadual do PT, Carlos Veras, também destacou o alinhamento entre as legendas da federação e o projeto nacional liderado pelo presidente da República.
Convenção reuniu lideranças
O evento contou com a participação do prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB); da prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT); do deputado federal Renildo Calheiros (PCdoB); do candidato a primeiro suplente Luciano Bivar (MDB); do presidente estadual do MDB, Raul Henry; dos presidentes estaduais do PV, Clodoaldo Magalhães, e do PCdoB, Thiara Milhomem, além de deputados estaduais, federais, prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas.
Médico e jornalista, Humberto Costa acumula mais de quatro décadas de atuação na vida pública. Foi ministro da Saúde entre 2003 e 2005, período em que implantou programas como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), o Brasil Sorridente e o Farmácia Popular, além de viabilizar a instalação da Hemobrás em Pernambuco.
Também exerceu os cargos de deputado estadual, deputado federal, vereador do Recife, secretário municipal de Saúde da capital e secretário estadual das Cidades. Atualmente, cumpre seu segundo mandato no Senado, onde ocupa a segunda vice-presidência da Casa e a vice-presidência do Parlamento do Mercosul (Parlasul), com atuação voltada principalmente às áreas de saúde, direitos sociais e fortalecimento das políticas públicas.
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