Humberto Costa prega agilidade na retomada da Transnordestina

Humberto Costa defende a retomada da Transnordestina e afirma que estudo da Sudene fortalece o processo que será julgado pelo TCU em 15 de julho

O Tribunal de Contas da União (TCU) julga, no próximo dia 15 de julho, o processo que poderá destravar a retomada das obras do trecho Salgueiro-Suape da Ferrovia Transnordestina, paralisadas desde maio. Às vésperas da análise, um estudo elaborado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) reforçou a viabilidade socioeconômica do empreendimento e motivou o senador Humberto Costa (PT) a defender agilidade na liberação da obra.

O levantamento foi apresentado nesta terça-feira (7) à Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), no Recife, e concluiu que a conclusão do trecho pernambucano poderá gerar um ganho social de R$ 4,76 bilhões, além de uma taxa de retorno econômico de 15,53%. O estudo estima uma movimentação anual entre 18 milhões e 24 milhões de toneladas de cargas.

Humberto confia na retomada

Humberto Costa destaca que o levantamento da Sudene integra o conjunto de documentos que será encaminhado ao TCU para embasar a decisão sobre a retomada dos investimentos federais.

“Esse estudo, somado a outros levantamentos, vai ser apresentado ao TCU para que ele possa liberar a obra e, com isso, darmos os primeiros passos. O Governo Federal tem se mostrado comprometido com a retomada da Transnordestina em Pernambuco, e isso é fundamental nesse processo. Tenho a convicção de que o retorno dos trabalhos vai atrair outros investidores para que a gente possa diminuir o atraso que tivemos no andamento da ferrovia aqui no estado”, afirmou o senador.

Em maio, o TCU suspendeu a liberação de novos recursos públicos federais para o trecho pernambucano, alegando a necessidade de estudos técnicos e econômicos atualizados que comprovassem a viabilidade do projeto. A expectativa é que o julgamento do próximo dia 15 defina se os investimentos poderão ser retomados.

Trecho pernambucano de volta

A Ferrovia Transnordestina é dividida em dois eixos. O Eixo Norte, com aproximadamente 1,2 mil quilômetros, liga o porto seco de Eliseu Martins (PI) ao Porto de Pecém (CE). Já o Eixo Sul, em Pernambuco, possui cerca de 540 quilômetros entre Salgueiro e o Porto de Suape.

O trecho pernambucano chegou a ser retirado do projeto durante o governo Bolsonaro e foi reinserido posteriormente por decisão do governo federal. As obras permanecem paralisadas há mais de uma década.

A expectativa é que a conclusão da ferrovia amplie a capacidade logística do Nordeste, reduza custos de transporte e fortaleça cadeias produtivas estratégicas, consolidando Pernambuco como um dos principais corredores de escoamento de cargas da região.

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SOBRE O EDITOR
Márcio Didier

Márcio Didier é jornalista, formado pela Universidade Católica de Pernambuco, com passagens pelo Jornal do Comércio, Blog da Folha e assessoria de comunicação

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