Paulo Rubem defende maior controle social, após novo caso do Banco Master

Paulo Rubem Santiago defende apuração rigorosa, após episódio envolvendo o Banco Master e o senador Jaques Wagner e reforça necessidade de combate à corrupção

O pré-candidato ao Senado por Pernambuco Paulo Rubem Santiago (Federação Rede-PSOL) defendeu o aprofundamento das investigações sobre o Banco Master após a nova fase da operação da Polícia Federal que alcançou o líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA). Em vídeo, o ex-deputado federal afirmou que o caso evidencia a necessidade de ampliar os mecanismos de fiscalização sobre a relação entre agentes públicos e o sistema financeiro.

A investigação teve mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações divulgadas pelas autoridades, as apurações analisam a atuação do parlamentar em temas de interesse do Banco Master no Congresso Nacional, incluindo matérias relacionadas ao crédito consignado, ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e ao processo de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). O senador nega irregularidades.

Para Paulo Rubem, os desdobramentos do caso reforçam a necessidade de discutir as estruturas que favorecem práticas ilícitas envolvendo recursos públicos e interesses privados.

“Mais um testemunho do gigantismo da corrupção na esfera financeira em parceria com figuras representativas do aparelho de Estado”, afirmou.

Paulo Rubem contra corrupção

O pré-candidato relembrou sua participação na criação da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção, iniciativa formada há mais de duas décadas ao lado dos então deputados federais Antônio Carlos Biscaia, Chico Alencar e Francisco Praciano.

“Há muito tempo alertamos que o combate à corrupção não pode ser tratado de forma moralista nem oportunista. É preciso compreender as estruturas econômicas e políticas que permitem a apropriação privada de recursos que deveriam servir ao interesse público”, declarou.

Segundo Paulo Rubem, episódios como o investigado atualmente demonstram fragilidades do sistema político brasileiro. “O que estamos vendo é a demonstração de que grande parte da representação política vigente tem servido ao fortalecimento de grupos econômicos e partidários, afastando a população das decisões que afetam diretamente sua vida”, disse.

O ex-deputado também destacou sua atuação como vereador do Recife, deputado estadual e deputado federal por três mandatos, período em que participou de iniciativas voltadas à fiscalização dos gastos públicos e ao fortalecimento da transparência administrativa.

“Um mandato comprometido com as causas populares precisa estar comprometido também com o uso correto do dinheiro público. Combater a corrupção significa defender o patrimônio público, os serviços essenciais e os direitos da população”, afirmou.

Ao comentar os impactos econômicos dos casos de corrupção, Paulo Rubem argumentou que os desvios de recursos afetam diretamente áreas como saúde, educação, assistência social e infraestrutura. “Não estamos falando de pequenos valores. São bilhões de reais que deixam de cumprir sua função social e acabam aprofundando desigualdades e fortalecendo privilégios”, declarou.

O pré-candidato defendeu, ainda, o fortalecimento da participação popular nas decisões políticas e dos instrumentos de controle social sobre a administração pública. “Precisamos construir uma democracia que amplie a participação da sociedade nas decisões e fortaleça o controle público sobre os interesses econômicos que influenciam o Estado”, concluiu.

Veja também:

Paulo Rubem critica disputa por apoio de Lula e defende chapa PSOL-Rede como alternativa

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
anúncio
anúncio
anúncio
anúncio
SOBRE O EDITOR
Márcio Didier

Márcio Didier é jornalista, formado pela Universidade Católica de Pernambuco, com passagens pelo Jornal do Comércio, Blog da Folha e assessoria de comunicação

Galeria de Imagens
Mande sua pauta e se cadastre
Enviar via WhatsApp