Day: maio 18, 2026

Gestores do Sertão pernambucano defendem a Transnordestina após decisão do TCU. Prefeita de Trindade afirma que ferrovia já opera em fase de testes
Transnordestina: prefeitos condenam decisão do TCU

A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que suspendeu novos compromissos financeiros para a retomada das obras da Transnordestina no trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape ampliou a preocupação entre gestores do Sertão pernambucano. Durante o primeiro dia da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em Brasília, prefeitos da região defenderam a importância econômica da ferrovia para o desenvolvimento local.

Enquanto o prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro, informou que pretende levar o tema para discussão com a bancada federal pernambucana, a prefeita de Trindade, Helbinha Rodrigues, afirmou que a Transnordestina já apresenta efeitos práticos no município, com operações em fase de testes.

“A Transnordestina já se instalou, está em fase de testes. Nesses últimos 30 dias foram feitos testes com mais de 600 mil toneladas, tanto da pedra de gipsita quanto do gesso agrícola”, declarou a prefeita.

Segundo Helbinha, a expectativa é que a consolidação da ferrovia reduza gargalos logísticos enfrentados pelo polo gesseiro do Araripe, um dos principais motores econômicos da região.

Frete e concorrência internacional preocupam setor

A prefeita relacionou os desafios atuais ao aumento dos custos do transporte rodoviário e à concorrência externa sobre a produção local.

“Estamos confiantes de que isso vai melhorar. Hoje existe um caos relacionado aos fretes, impactando diretamente a indústria do polo gesseiro. Isso está causando transtorno para o nosso povo”, afirmou.

A gestora também citou a concorrência internacional na comercialização da gipsita.

“Além da disputa com os espanhóis, que estão exportando a gipsita e chegando ao Brasil com preço mais baixo, isso também gera impacto negativo para a nossa indústria”, acrescentou.

A Transnordestina é considerada estratégica para o escoamento da produção mineral e agrícola do Nordeste. No Sertão do Araripe, o empreendimento é apontado por lideranças políticas e empresariais como uma alternativa para ampliar competitividade, reduzir custos logísticos e fortalecer o polo gesseiro pernambucano.

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Alison Housten

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