A inclusão dos aeroportos de Garanhuns, Serra Talhada e Araripina em contrato de concessão federal prevê investimentos diretos de aproximadamente R$ 82,2 milhões nos três terminais pernambucanos. A medida integra a primeira rodada do Programa AmpliAR, que adiciona aeroportos regionais a contratos já existentes para ampliar a aviação regional.
Os equipamentos foram incorporados ao contrato da concessionária responsável pela gestão do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), após leilão dos ativos. O modelo prevê a utilização da estrutura operacional de uma gestora consolidada para ampliar a eficiência e a capacidade dos terminais no interior do Estado.
O deputado federal e ex-ministro Silvio Costa Filho destacou o impacto da medida na economia regional.
“Essa concessão representa um passo decisivo para impulsionar investimentos, fortalecer a economia e gerar oportunidades para a população do Agreste e do Sertão. Estamos falando de infraestrutura que atrai novos negócios, amplia o turismo e melhora a qualidade de vida das pessoas”, afirmou Costa Filho.
Investimentos nos aeroportos
Os três aeroportos integram um pacote de 12 terminais regionais incluídos no contrato da concessionária dentro do Programa AmpliAR, iniciativa do Governo Federal voltada à ampliação da conectividade aérea em regiões com menor cobertura de voos.
O volume total previsto nesta etapa é de R$ 731,6 milhões, sendo cerca de R$ 630 milhões destinados aos 12 aeroportos administrados pela concessionária. Em Pernambuco, os valores estão distribuídos da seguinte forma:
- Serra Talhada: R$ 40,5 milhões
- Garanhuns: R$ 22,1 milhões
- Araripina: R$ 19,6 milhões
As intervenções contemplam melhorias em pistas, pátios e terminais de passageiros, com foco em segurança operacional e ampliação da capacidade de atendimento.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o modelo de concessão busca resolver limitações históricas da aviação regional.
“Quando falamos em concessões, não estamos tratando apenas de limitações orçamentárias do Estado, mas de uma solução estruturante: ela amplia a eficiência, melhora a logística nacional e gera emprego e oportunidades em todas as regiões do país”, afirmou.
Segundo o ministro, a sustentabilidade econômica dos aeroportos regionais sempre foi um desafio para o setor público.
“Finalmente encontramos uma solução consistente para esses terminais, com investimentos robustos e, principalmente, com uma gestão profissional que vai garantir eficiência e crescimento para essas regiões”, completou.
Integração regional
Com a entrada da concessionária, a expectativa é ampliar a oferta de voos e integrar os municípios do Agreste e Sertão aos principais centros econômicos do país. O modelo adotado no Programa AmpliAR permite que aeroportos de menor porte sejam incorporados a contratos maiores, garantindo escala operacional e atração de capital privado.
A política de concessões no setor aéreo busca reduzir custos operacionais, aumentar a eficiência da gestão e ampliar a conectividade, com impacto direto em setores como turismo, comércio e agronegócio.
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