Que mês será este para a política. Movimentações para a formação da chapa majoritária, até então comentada apenas nos bastidores, começaram a ganhar contornos de possibilidade real. No Buraco Frio da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) – espaço exclusivo dos deputados, em que traçam teorias mirabolantes ou nem tanto –, os parlamentares não tinham outro assunto que não a formação das chapas majoritárias. Do lado de João Campos, estariam para o Senado Humberto Costa e Eduardo da Fonte, com o deputado Antonio Coelho na vice. Na outra ponta, afirmavam que a governadora Raquel Lyra iria absorver o ministro Silvio Costa Filho e, até, Marília Arraes.
No papel, tudo faz sentido. Mas na realidade, há algumas questões. O PP de Eduardo da Fonte é o lastro do Governo Raquel Lyra. Ocupa grandes espaços na gestão, com órgãos cobiçados por 99,99% dos políticos, como o Detran, por exemplo. É o partido que dá sustentação à gestão na Alepe. E os deputados torcem o nariz para essa mudança de rumo.
No Senado com Raquel
Do lado de Raquel, uma nova mudança de rumo de Marília poderia não ser bem interpretada pelos eleitores. Em todas as declarações que deu, afirma que estará com João Campos e com o presidente Lula. No entanto, ela não trabalha com outra possibilidade que não seja a disputa pelo Senado. Aí que reside o problema. Ela sabe que uma candidatura avulsa envolve grandes riscos. E ela não pode se dar ao luxo de passar mais quatro anos na planície, sem cargo.
E se vingar essa possibilidade especulada pelos deputados, de que Eduardo da Fonte estaria perto da vaga no Senado de João Campos, ela teria que buscar um caminho alternativo, que poderia ser na chapa da governadora.
O certo é que, em meio a tanto zum-zum-zum, é certo que na chapa de João Campos há excesso de nomes e escassez de vagas. Do lado de Raquel, um nome dado como certo era de Eduardo da Fonte, que virou dúvida. E essa movimentação de peças eleitorais aponta para a possibilidade real de mudança de barco dos dois lados.
Veja também:


