A governadora Raquel Lyra assinou nesta sexta-feira (12) a ordem de serviço que autoriza o início das obras do Arco Metropolitano. O trecho, conhecido como Arco Sul, vai ligar a BR-232, em Moreno, à BR-101, no Cabo de Santo Agostinho, com conexão ao Porto de Suape. O investimento é de aproximadamente R$ 632 milhões, custeado pelo Governo de Pernambuco por meio de operações de crédito, dentro do programa PE na Estrada. Com 25,32 quilômetros de extensão, a obra tem prazo de execução estimado em dois anos.
Em coletiva, a governadora afirmou que o projeto era aguardado há mais de duas décadas e destacou os efeitos da obra sobre o tráfego da Região Metropolitana do Recife e o escoamento da produção industrial.
“Essa obra é um investimento de mais de R$ 630 milhões pagos com recursos do governo do estado. É uma obra que tem um prazo de duração de dois anos e é claro que ela ajuda Pernambuco a crescer, que ela garante à população do nosso Estado o direito de ir e vir”, afirmou Raquel Lyra.
Segundo a governadora, o Arco Metropolitano deve criar rotas alternativas para veículos de passagem, o que tende a reduzir a pressão sobre a BR-101 e a melhorar o deslocamento diário na Região Metropolitana. “Ela ajuda a população a transitar com mais tranquilidade, garantindo mais tempo em casa, com suas famílias”, disse.
Arco dividido em etapas
Para viabilizar o início das obras, o governo estadual optou por dividir o projeto em fases. O Lote 2, que corresponde ao trecho Sul, terá duas frentes de trabalho, uma em Moreno e outra no Cabo de Santo Agostinho, com o objetivo de acelerar a execução.
A etapa seguinte, que vai ligar a BR-408 à BR-232, já está com o projeto pronto e depende apenas de ajustes finais junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão federal responsável pela malha rodoviária. Segundo a governadora, o edital desse trecho, financiado com recursos do Governo Federal, deve ser lançado em breve, com expectativa para janeiro.





Trecho Norte fica para a fase final
O trecho Norte do Arco Metropolitano, que ligaria Goiana a Suape, foi deixado para uma etapa posterior. A decisão, segundo a governadora, está relacionada à complexidade ambiental da área, já que o traçado atravessa a Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe.
“A gente decidiu deixar esse por último porque é o trecho mais difícil. A definição sobre qual é o traçado, se são 30, 40 quilômetros a mais ou a menos, por onde vamos caminhar”, explicou Raquel Lyra.
Estrutura da obra
O projeto do Arco Sul inclui serviços de terraplenagem, drenagem profunda e superficial, pavimentação, iluminação em LED e sinalização viária. Estão previstas a construção de um viaduto na interseção com a BR-232, uma ponte sobre o Rio Jaboatão, um viaduto de acesso a Moreno, uma passarela no Distrito Industrial e um viaduto em ferradura para a ligação direta com a BR-101, além de adequações em paradas de ônibus e ações ambientais ao longo do traçado.
A expectativa do governo estadual é que a obra gere cerca de 500 empregos diretos, com prioridade para trabalhadores pernambucanos. Municípios da Região Metropolitana, como Moreno e Cabo de Santo Agostinho, devem ser diretamente beneficiados.
O Arco Metropolitano é o maior investimento do programa PE na Estrada na Região Metropolitana do Recife. Desde 2023, o programa contabiliza R$ 796 milhões em investimentos e a recuperação de 122,39 quilômetros de vias. A previsão é alcançar 3,5 mil quilômetros de estradas requalificadas até o fim de 2026, somando R$ 5,1 bilhões em investimentos.
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