Cultura pernambucana perde Celso Marconi

A cultura e o cinema pernambucanos perdem um grande defensor. O jornalista, cineasta, crítico de arte, professor, curador Celso Marconi faleceu na noite desta terça-feira (2), aos 93 anos. Ele estava internado no Hospital Esperança, em Olinda, e morreu por volta das 23h, vítima de falência múltiplas dos órgãos. O velório ocorre no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, onde ocorre o sepultamento às 17h. Por nota, a Secretaria de Cultura de pernambucano lamentou a morte de Celso.

O escritor Luiz Joaquim, autor da biografia “Celso Marconi: O senhor do Tempo”, afirmou que o jornalista “deixa um legado iniciado nos anos 1950 no jornalismo cultural e no cinema”.

Carreira

Celso Marconi nasceu em 23 de agosto de 1930, no bairro do Poço da Panela. Começou no jornalismo na década de 1950, e passou pelo Folha do Povo, o Jornal Pequeno e o Diario de Pernambuco. Ele iniciou a carreira cobrindo política e assinando artigos e entrevista com personalidades da cultura.

De acordo com o seu biógrafo Luiz Joaquim, Celso Marconi foi o criador do antigo Caderno C, no Jornal do Commercio, que marcou época e virou referência na cultura pernambucana. 

Celso Marconi deixa três filhos – Pedro, Luiz e Isabela – da primeira união com Maria do Carmo Lins, e uma filha – Manuela -, da união com Tereza Lins. Deixa também netos e bisnetos.

Nota

Em nota conjunta, a Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) lamentaram a morte do cineasta.

NOTA DE PESAR

A Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) lamentam com profundo pesar o falecimento do jornalista, realizador de audiovisual, crítico de arte, professor, escritor, ex-gestor e agitador cultural Celso Marconi de Medeiros Lins.

Ao longo de sua trajetória marcante, entre tantas experiências envolvendo a cultura do Estado, Celso Marconi desempenhou uma função inestimável para nós que fazemos parte da Secult-PE e Fundarpe. No início dos anos 1990, quando se tornou diretor do Museu da Imagem e do Som foi ele quem capitaneou a transferência do Mispe de uma modesta cela na Casa da Cultura para o casarão nº 379 da Rua da Aurora onde o equipamento cultural se transformou em um polo de intensas atividades, sobretudo no audiovisual, tendo ainda como extensão o Cine Ribeira, no Centro de Convenções, uma das principais experiências de cinema de arte do País, e, posteriormente, o Cine-Teatro Arraial em sua primeira fase.

Em especial, nesses 50 anos de história da Fundarpe recém-completados, podemos afirmar que Celso Marconi foi uma das figuras-chave no cumprimento da missão da Fundação.

Ainda no Governo de Pernambuco, Celso Marconi foi editor do Suplemento Cultural, do Diário Oficial do Estado, editado pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), casa editorial que em 2020 o homenageou com a biografia O Senhor do Tempo, escrita pelo também jornalista Luiz Joaquim para a Coleção Perfis.

À família, filhas e filhos, netos e bisnetos, aos amigos e às amigas e à toda a comunidade cultural pernambucana, transmitimos nossos sinceros sentimentos.


Recife, 3 de janeiro de 2024.


SECRETARIA DE CULTURA DE PERNAMBUCO (SECULT-PE)
FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE PERNAMBUCO (FUNDARPE)
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SOBRE O EDITOR
Márcio Didier

Márcio Didier é jornalista, formado pela Universidade Católica de Pernambuco, com passagens pelo Jornal do Comércio, Blog da Folha e assessoria de comunicação

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