O Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) alcançou a marca de 10,5 mil unidades habitacionais contratadas no Recife desde sua retomada pelo Governo Federal, em 2023. O resultado reúne empreendimentos públicos e privados e reflete a ampliação dos investimentos em habitação popular, a retomada de obras paralisadas e os incentivos criados pela nova Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS).
Do total de unidades contratadas, 6.224 moradias foram financiadas com recursos do FGTS, enquanto 17 novos empreendimentos somam 2.988 unidades. Além disso, quatro conjuntos habitacionais tiveram as obras retomadas, acrescentando outras 1.256 moradias ao programa.
Segundo o secretário de Habitação do Recife, Felipe Cury, a cidade vive o maior ciclo de investimentos da história do programa habitacional, combinando recursos do Governo Federal, da Prefeitura e de organismos internacionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
“Após anos abandonado, o MCMV voltou com força na gestão Lula. E a Prefeitura do Recife cumpriu seu papel, estabelecendo uma grande parceria com o Governo Federal, que proporcionou milhares de novas moradias para a população de baixa renda, além de estimular o setor privado com a nova LPUOS”, afirmou.
Obras entregues pelo Recife
Desde a retomada do programa, a Prefeitura do Recife entregou os conjuntos habitacionais Vila Brasil 1 e 2, Sérgio Loreto, Encanta Moça 1 e 2 e Ruy Frazão.
Também estão em execução os empreendimentos Caranguejo Tabaiares, Comunidade do Bem 1 e 2, Vila Aeronáutica 1 e 2, Caiara 2, Maria Felipa e Maria Elvira.
Outros projetos encontram-se em fase de chamamento público e aprovação, contemplando áreas como Comunidade do Bem, Jiquiá, Sítio Salamanta, Coelhos e Comunidade do Pilar. Já os habitacionais Vila Esperança, Papa Francisco e São José são financiados com recursos próprios da Prefeitura e do programa ProMorar.
Sancionada em 2025, a nova Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS) criou incentivos urbanísticos voltados à produção de Habitação de Interesse Social dentro do Minha Casa, Minha Vida.
A legislação também prevê estímulos para ampliar a oferta de moradias no Centro da cidade, concedendo bônus construtivos em outras regiões para empreendimentos que invistam em habitação na área central.
Com os novos parâmetros de adensamento e incentivos urbanísticos, a expectativa da Prefeitura é viabilizar até 50 mil novas moradias nos próximos cinco anos, priorizando a habitação de interesse social e o uso misto dos imóveis.
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