Fenearte recebe R$ 16 milhões e projeta superar R$ 160 milhões em negócios

A Fenearte 2026 receberá investimento recorde de R$ 16 milhões, reunirá 5 mil expositores e pretende superar os R$ 160 milhões movimentados na última ediçãoHesíodo Góes_Secom (46)

O Governo de Pernambuco lançou, nesta quarta-feira (10), a 26ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que contará com investimento de R$ 16 milhões, o maior aporte financeiro já destinado ao evento. A feira será realizada entre os dias 8 e 19 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, e terá como tema “Seleiros de Pernambuco: Ofício que Transforma”.

A edição de 2026 pretende superar os resultados alcançados no ano passado, quando a feira movimentou mais de R$ 160 milhões em negócios e recebeu cerca de 340 mil visitantes. Considerada a maior feira de artesanato da América Latina, a Fenearte reunirá aproximadamente 5 mil expositores do Brasil e do exterior, distribuídos em cerca de 700 estandes.

Durante o lançamento, a governadora Raquel Lyra destacou a homenagem aos artesãos que trabalham com couro e aos vaqueiros pernambucanos, ressaltando a relação entre a atividade artesanal, a economia criativa e o turismo.

“Neste ano, abrimos as portas da Fenearte reverenciando os mestres seleiros de Pernambuco, aqueles que transformam couro em arte, além dos vaqueiros pernambucanos, que representam nossa história, nossa identidade e também movimentam a economia criativa, o turismo e a produção local. Agradeço aos artesãos que confiam na força do trabalho, e isso faz nosso estado crescer. Não tenho dúvida de que esta será a maior edição da nossa história”, afirmou a governadora.

Fenearte e a economia criativa

A feira deste ano homenageia artesãos e artesãs que utilizam o couro como matéria-prima para a produção de peças artesanais. O material, historicamente empregado por diferentes povos para proteção, vestuário e ornamentação, será o elemento central da programação temática.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, destacou o impacto econômico gerado pelo evento.

“A Fenearte traz um potencial gigantesco de crescimento e projeção da economia criativa. Milhares de pessoas que circulam estimulam a economia como um todo, não só o mercado criativo, como também o turismo e todo o envolto do artesanato, da moda autoral, do design, que potencializa o Estado de Pernambuco para o mundo”, declarou.

A diretora-presidente interina da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), Roberta Andrade, afirmou que a feira se consolidou como uma política pública voltada ao fortalecimento da economia criativa no Estado.

“Sempre inovador. O Governo do Estado sempre chegando junto. A Fenearte é uma grande resposta, é uma política pública muito importante para a economia pernambucana”, disse.

Programação

Entre os destaques da edição está a Alameda dos Mestres, que contará com 63 estandes ocupados por mestras e mestres vivos da cultura popular. A artesã Francisca Xukuru, da Aldeia Pé de Serra dos Nogueiras, em Pesqueira, passará a integrar o espaço neste ano.

A programação também incluirá o Palco Pernambuco Meu País, com mais de 70 atrações culturais, além de exposições, oficinas, lançamentos de livros e aulas de gastronomia com transmissão online.

Outro serviço mantido pela organização será o transporte gratuito para visitantes, com saídas programadas de cinco centros de compras da Região Metropolitana do Recife.

Representando os artesãos homenageados, Irineu do Mestre, de Salgueiro, avaliou que a escolha do couro como tema da feira reconhece a tradição sertaneja ligada à atividade.

“É uma alegria saber que o nosso couro está sendo referência para a Fenearte deste ano. Os vaqueiros são os verdadeiros responsáveis por manter viva a tradição do couro, tornando justa e simbólica a escolha do material como tema da feira neste ano”, afirmou.

O lançamento contou ainda com a participação da vice-governadora Priscila Krause, dos artesãos Fafá Belém, de Petrolina, e Jailson Marcos, do Recife, além de representantes do setor cultural e econômico do Estado.

Fotos: Hesíodo Góes/Secom

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SOBRE O EDITOR
Márcio Didier

Márcio Didier é jornalista, formado pela Universidade Católica de Pernambuco, com passagens pelo Jornal do Comércio, Blog da Folha e assessoria de comunicação

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