João Campos: “Aliança com o PT é verdadeira e orgânica”

O pré-candidato do PSB ao Governo do Estado e presidente nacional do PSB, João Campos, tratou como “águas passadas” e “fato isolado” a declaração do ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) sobre a montagem dos palanques à reeleição  do presidente Lula em Pernambuco. Dias havia cravado que Lula contaria com dois palanques no estado: o de João Campos, na coligação formal, e o da governadora Raquel Lyra,  fora da aliança partidária da legenda.

Em entrevista em durante ato promovido pelo braço sindical do PSB, que marcou a filiação de cerca de 80 pessoas à sigla, Campos buscou desidratar o potencial de crise da declaração, classificando o posicionamento do ministro como uma leitura estritamente pessoal, que não reflete a cartilha oficial da direção nacional do PT ou do Palácio do Planalto.

“Não vi como algo grave. É algo que foi completamente isolado e personificado, e sem nenhum problema. O próprio (Wellington Dias) disse que era uma coisa desavisada, muito mais uma opinião dele, uma posição dele, mas não uma coisa oficial do partido ou da campanha do presidente Lula”, pontuou o pré-candidato.

João destaca a aliança com o PT

Ao falar sobre as alianças entre as duas legendas, João Campos enfatizou que a relação entre o PT e o PSB é “verdadeira e orgânica”, forjada desde o pleito de 2022 e estruturada nacionalmente. Ele revelou, inclusive, ter recebido um telefonema do presidente nacional do PT, Edinho Silva, para desfazer qualquer mal-entendido sobre o espaço da governadora Raquel.

“Edinho falou comigo. Disse que isso não existia e que já estava superado. Não tem essa discussão sendo feita entre os partidos. Já está discutido há muito tempo”, afirmou.

​Agenda com Alckmin

Para João, embora o governo federal mantenha pontes administrativas com o Palácio do Campo das Princesas, o compromisso político-partidário prioritário de Lula no estado já está carimbado. Ele destacou que o PSB oficializou o PT como prioridade nacional nas disputas majoritárias, recebendo a mesma garantia em troca.

João Campos lembrou o peso político institucional como presidente nacional do PSB, cargo no qual coordenou a engenharia eleitoral nos 27 estados do país. “Eu fiz isso no Brasil inteiro, não é Pernambuco um dos estados isolados. Está absolutamente resolvido, tanto do ponto de vista partidário quanto de candidaturas.”

Ainda durante a entrevista, o pré-candidato anunciou que o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), cumprirá agenda oficial em Pernambuco para o lançamento de investimentos da gigante de logística Maersk, oportunidade em que os dois se encontrarão no Recife.

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SOBRE O EDITOR
Márcio Didier

Márcio Didier é jornalista, formado pela Universidade Católica de Pernambuco, com passagens pelo Jornal do Comércio, Blog da Folha e assessoria de comunicação

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