O presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, recebeu demandas de empresários do Polo Gesseiro do Araripe durante reunião com a diretoria do Sindicato das Indústrias do Gesso de Pernambuco (Sindusgesso). Entre os principais pleitos apresentados estão mudanças no ICMS, a chegada do gás natural à região e a criação de normas para redução do frete na cadeia produtiva.
Os representantes do setor também solicitaram apoio institucional para articulação junto ao Governo Federal, incluindo agenda com o ministro dos Transportes, George Santoro, com foco em medidas que reduzam custos logísticos.
O presidente do Sindusgesso, Jorbeth Granja de Araújo, defendeu a adoção de um percentual equivalente a 40% do piso mínimo de frete para produtos da cadeia do gesso, quando o transporte envolver cargas originadas no Polo Gesseiro do Araripe. “A nossa solicitação é no sentido de viabilizar a aplicação de percentual equivalente a 40% do piso mínimo de frete para os produtos relativos à cadeia produtiva do gesso, quando o transporte envolver produtos oriundos de empresas estabelecidas no Polo Gesseiro do Araripe”, afirmou.
Miguel destaca peso do polo
Ao comentar as demandas, Miguel Coelho destacou o peso econômico do setor na região. Segundo ele, o Polo Gesseiro é responsável por significativa geração de empregos e renda no Araripe, com impacto em toda a cadeia produtiva, incluindo fornecedores, distribuidores e transportadoras.
“Essa é uma área que merece uma atenção especial por nossa parte, pois conhecemos a região e o potencial do Polo Gesseiro. Faremos gestões junto ao Governo Federal e Estadual para encontrar a melhor saída para que os empresários continuem produzindo cada vez mais e gerando milhares de empregos”, declarou.
Pleitos ao Governo do Estado
No âmbito estadual, o Sindusgesso defende a isenção total do ICMS — imposto sobre circulação de mercadorias e serviços — e a criação de linhas de crédito específicas para aquisição de equipamentos, serviços técnicos e insumos voltados à adaptação ao gás natural liquefeito (GNL), alternativa energética apontada como estratégica para redução de custos industriais.
De acordo com dados do IBGE, a região do Araripe possui cerca de 327 mil habitantes. O setor gesseiro responde por aproximadamente 60 mil empregos diretos e indiretos, o que representa cerca de 18% da população regional vinculada à atividade econômica.
O polo reúne cerca de 510 empresas, sendo 55 mineradoras, 185 unidades de calcinação — etapa de processamento da gipsita — e 270 indústrias de transformação. O arranjo produtivo é responsável por aproximadamente 95% da produção nacional de gesso, insumo utilizado principalmente na construção civil.
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