A atuação do Governo de Pernambuco e da Prefeitura do Recife resultou na criação de 72.565 empregos formais no Estado em 2025, sendo 22.958 apenas na capital, que respondeu por um em cada três postos de trabalho com carteira assinada no período, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O desempenho garantiu a Pernambuco a segunda colocação no ranking de geração de empregos do Nordeste e a sexta posição no país no acumulado anual. Recife, por sua vez, registrou crescimento de 4,1% no estoque de empregos formais em relação a 2024, percentual acima da média nacional, que foi de 2,7%.
No comparativo estadual, o saldo acumulado de 2025 foi 21,4% superior ao registrado no ano anterior, com 12.797 vagas a mais criadas. Com o resultado, Pernambuco alcançou 183.485 empregos formais gerados entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, superando o saldo observado entre 2010 e 2022, quando foram criadas 173.985 vagas, segundo o Novo Caged, sistema que reúne informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do eSocial e do Empregador Web.
Serviços e construção lideram
No Recife, a geração de empregos em 2025 foi liderada pelo setor de Serviços, responsável por 16.736 vagas, o equivalente a cerca de 73% do saldo total do município. O setor encerrou o ano com 389.207 vínculos formais, crescimento de 4,49% no estoque.
A Construção Civil registrou saldo positivo de 4.369 empregos na capital e apresentou a maior variação relativa entre os grupamentos, com crescimento de 11,55% no estoque, alcançando 42.207 postos formais. A Indústria contribuiu com 1.178 vagas, encerrando 2025 com 40.169 empregos formais e crescimento de 3,02%. O Comércio apresentou saldo positivo de 691 postos, com alta de 0,63% no estoque, enquanto a Agropecuária teve saldo residual negativo, com impacto pouco relevante no resultado agregado do município.
No Estado, a Construção Civil também apresentou o maior crescimento proporcional em 2025, com 15.113 empregos criados, expansão de 151,4% em relação a 2024. O setor de Serviços permaneceu como o principal empregador de Pernambuco, com 41.013 vagas, crescimento de 23,2%. A Indústria registrou saldo positivo de 7.406 empregos, alta de 13,6%, e a Agropecuária manteve crescimento no período.
Avaliação sobre Caged
O secretário de Desenvolvimento Econômico do Recife, Carlos Andrade Lima, afirmou que os dados refletem ações voltadas ao ambiente de negócios. “Os dados do Caged refletem o trabalho incansável que a Prefeitura do Recife vem fazendo gerando oportunidades de emprego, desburocratizando a abertura de novas empresas e se consolidando como uma cidade atrativa para o ambiente de negócios”, disse.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, destacou a relação entre políticas públicas e o desempenho do mercado de trabalho. “Desde o início da gestão, temos feito um trabalho permanente para posicionar o ambiente econômico de Pernambuco no topo. Está nas nossas prioridades construir um Estado que seja facilitador na geração de emprego e renda. Isso só é possível com muito trabalho, estratégia, e a decisão de construir políticas eficazes para combater as desigualdades e garantir mais qualidade de vida para o nosso povo. Os sucessivos resultados positivos no Caged são reflexo dessas ações”, afirmou.
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Guilherme Cavalcanti, avaliou que os números indicam crescimento distribuído. “Os dados confirmam a consolidação de um ciclo de crescimento sustentado, com geração de empregos distribuída entre setores estratégicos, fortalecimento da indústria, expansão da construção civil e interiorização do desenvolvimento”, declarou.
Já o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Emmanuel Fernandes, ressaltou o impacto social do resultado. “Quando a gente fala em mais de 72 mil novos empregos, a gente não está falando só de números, mas de sonhos que voltam a ser possíveis, de famílias que ganham dignidade e de pessoas que recuperam a confiança no próprio futuro. Nosso compromisso é fazer com que cada pernambucano tenha oportunidade de se qualificar, trabalhar e também empreender”, frisou.
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