O Partido dos Trabalhadores de Pernambuco definiu que a construção do palanque estadual para as eleições de 2026 seguirá o ritmo e a orientação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A posição foi reforçada pelo deputado federal e presidente estadual so PT, Carlos Veras, após reunião do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) da legenda, ao afirmar que “o tempo é o tempo de Lula” para a definição das alianças no estado.
Segundo Veras, o partido reafirmou o compromisso com a reeleição e a ampliação das bancadas estadual e federal, além da reeleição do senador Humberto Costa e do presidente Lula. “Nós afirmamos o compromisso com a reeleição das nossas bancadas em ampliação estadual e federal, do senador Humberto Costa e do presidente Lula”, declarou.
O parlamentar destacou que o palanque estadual será definido a partir da sintonia com o projeto nacional. “O nosso palanque estadual será construído, inclusive, em total sintonia com o projeto nacional liderado pelo presidente Lula”, afirmou. De acordo com ele, a decisão não será anunciada de forma isolada pela direção estadual. “Não é o PT Pernambuco que vai anunciar esse caminho. Qual será esse palanque que tem essa sintonia com o presidente Lula, com o projeto nacional. Será uma decisão conjunta com a direção nacional e sob a liderança do presidente Lula.”
Como parte desse processo, está prevista a vinda do presidente nacional do PT, Edinho Silva, ao Recife, em fevereiro, para reunião com a executiva estadual. A agenda, segundo Veras, ainda não tem data definida. “Ele só confirmou que vem, estou fechando o dia e o horário”, disse.
O deputado também comentou os movimentos recentes do PSD no cenário político nacional e estadual e os possíveis impactos na construção do palanque em Pernambuco. Para ele, a avaliação passa necessariamente pelo alinhamento nacional. “O palanque que nós vamos estar em Pernambuco tem que ter sintonia com o projeto nacional”, afirmou.
Veras argumentou que a relação entre governos estaduais e o governo federal influencia a capacidade de execução de políticas públicas. “Quem quer governar Pernambuco sabe que é melhor governar ao lado do presidente Lula”, declarou, citando a retomada de obras federais no estado após o início do atual mandato presidencial.
Veras destaca negociações nacionais
Ao tratar do calendário eleitoral, Carlos Veras reforçou que não haverá antecipação de decisões sem a conclusão das negociações nacionais. “É ele (Lula) que diz o dia e a hora. Se tá maduro, tá pronto, se já encerrou todo o processo de negociação nacional. Pode anunciar, Pernambuco tá OK. Vamos anunciar. Ele que decide”, afirmou.
Questionado sobre a afirmação do prefeito do Recife, João Campos, de que deve anunciar a chapa até anúncios antecipados de chapas por outras forças políticas no estado, Veras foi direto. “O tempo de João é o tempo de João. O nosso tempo é o tempo do presidente Lula”, disse, acrescentando que a decisão poderá ocorrer antes ou apenas no período das convenções, conforme a avaliação nacional.
O dirigente ressaltou que o PT de Pernambuco seguirá o calendário interno, com plenárias regionais para discutir o plano de governo e o fortalecimento das bancadas, evitando conflitos com a estratégia nacional. “Nós não vamos criar nenhum problema para o presidente Lula, nenhum embaraço, nenhum constrangimento. Pernambuco não é dificuldade para o presidente Lula, PT de Pernambuco é solução para a eleição do presidente Lula”, afirmou.
Estratégia alinhada ao GTE
A posição defendida por Carlos Veras está alinhada à nota divulgada pelo Grupo de Trabalho Eleitoral do PT de Pernambuco, que formalizou o início da preparação para as eleições de 2026 em consonância com a tática aprovada pelo Diretório Nacional do partido.
O documento reafirma como prioridades a reeleição do presidente Lula e do senador Humberto Costa, além da ampliação das bancadas legislativas, e prevê plenárias regionais entre fevereiro e março e debates do congresso partidário em abril. A definição da tática estadual para o Governo de Pernambuco, segundo o texto, ocorrerá em conjunto com a direção nacional e o presidente Lula, no diálogo com partidos aliados e forças políticas que compõem a frente de apoio ao governo federal.
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