A ex-deputada federal Marília Arraes intensificou as articulações políticas voltadas à viabilização de sua candidatura ao Senado por Pernambuco nas eleições de 2026. Nas últimas semanas, manteve reuniões com dirigentes partidários e lideranças políticas em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília, com foco na construção de alianças e no alinhamento estratégico do projeto.
Durante os encontros, a ex-parlamentar tem sustentado que a disputa ao Senado ocupa posição central na engenharia eleitoral do campo progressista em Pernambuco. Segundo ela, o resultado da eleição para a Casa Alta tem impacto direto tanto na consolidação de uma eventual candidatura do prefeito do Recife, João Campos, ao Governo do Estado, quanto na formação de uma base política que dê sustentação a um novo mandato do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Marília também tem afirmado, nas conversas reservadas com aliados, que o cenário eleitoral exige planejamento antecipado e acúmulo político progressivo, evitando decisões precipitadas e movimentos desarticulados no campo das oposições estaduais.
Marília de olho no Senado
A presidente estadual do Solidariedade, Marília Arraes, defende a formação de uma chapa majoritária estruturada, com nomes que apresentem densidade eleitoral mensurável e capacidade de articulação política. O Senado Federal conta com três representantes por unidade da federação, e, em 2026, Pernambuco renovará duas das três cadeiras, conforme o calendário constitucional de alternância de mandatos, o que amplia o peso estratégico da disputa.
A ex-deputada também tem destacado que o processo de definição da chapa deve respeitar o tempo político do prefeito do Recife, João Campos. Para ela, o dirigente socialista precisa dispor de espaço para conduzir a leitura do cenário estadual e nacional antes das decisões finais. “Nada é urgente, tudo é importante. Quem tem tempo não tem pressa”, tem afirmado em reuniões partidárias e encontros com lideranças.
Com presença constante nas rodadas de articulação, Marília Arraes tem reiterado que sua disposição de disputar uma das vagas ao Senado está colocada. Nas interlocuções com dirigentes nacionais, reforça que o movimento está condicionado à manutenção do alinhamento político com o presidente da República e à convergência com o projeto estadual liderado por João Campos. “Mas sempre mantendo o alinhamento político com o presidente Lula e apoio ao projeto estadual liderado por João Campos”, declarou.
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