Socorro Pimentel vê pedido de impeachment como “cortina de fumaça”

A líder do governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputada estadual Socorro Pimentel, reagiu ao pedido de impeachment protocolado contra a governadora Raquel Lyra e classificou a iniciativa como tentativa de desviar o foco de denúncias relacionadas à gestão municipal do Recife.


Segundo a parlamentar, o requerimento apresentado na Casa Legislativa integra uma estratégia política de aliados do prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, após a repercussão de questionamentos envolvendo concurso público realizado pela Prefeitura.


A deputada afirmou que o movimento teria como objetivo enfraquecer a imagem da governadora em um momento de exposição pública do caso. O pedido de impeachment é um instrumento previsto na Constituição para apurar eventuais crimes de responsabilidade cometidos por chefes do Poder Executivo, mas sua admissibilidade depende de análise formal da Mesa Diretora e do cumprimento de requisitos jurídicos.


Impeachment para macular imagem


“Esse pedido de impeachment é, na verdade, uma grande cortina de fumaça para desviar o foco dos ilícitos praticados pelo prefeito [do Recife] e presidente nacional do PSB. Isso serve apenas para tentar desviar o foco. Os aliados dele querem, de todas as formas, macular e manchar a imagem da governadora Raquel Lyra”, afirmou a deputada Socorro Pimentel.


Reafirmando a confiança na gestão estadual, a parlamentar declarou aguardar apuração das denúncias relacionadas à Prefeitura do Recife. “Nós temos convicção, temos a certeza de que o governo Raquel Lyra é muito sério, que não está ligado a nenhum tipo de corrupção. Nós estamos aqui por isso. E digo mais, será que nomear uma pessoa que concorreu em um concurso sem comprovação de que tinha algum tipo de deficiência no lugar de outra que tinha esse direito garantido por lei não é muito mais grave? Será que não era para a gente estar falando mais sobre isso?”, questionou.


Nos bastidores da Alepe, deputados da base avaliam que o requerimento não reúne, até o momento, elementos técnicos suficientes para configurar crime de responsabilidade, requisito exigido pela legislação para o avanço de processos dessa natureza.


Pedidos de impeachment contra governadores são analisados inicialmente pela Presidência da Assembleia e, se admitidos, seguem para a formação de comissão especial. O rito pode levar semanas ou meses, a depender do andamento político e jurídico.

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SOBRE O EDITOR
Márcio Didier

Márcio Didier é jornalista, formado pela Universidade Católica de Pernambuco, com passagens pelo Jornal do Comércio, Blog da Folha e assessoria de comunicação

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