A presidente estadual do Solidariedade, Marília Arraes, afirmou que a disputa pelas vagas ao Senado em Pernambuco exige maturidade política e criticou a ausência de nomes competitivos no campo aliado à governadora Raquel Lyra. A declaração foi dada durante entrevistas concedidas ao longo de um giro pelo Sertão do estado.
Líder nas pesquisas de intenção de voto ao Senado em levantamentos divulgados por institutos que registram seus estudos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ex-deputada federal tem ampliado a presença em municípios do interior e intensificado agendas com lideranças locais. Segundo ela, o contraste entre os campos políticos é evidente. “Quando tem muita gente, e gente de consistência, como está acontece no nosso campo, é bom. Ruim é quando não tem ninguém querendo disputar, como está acontecendo do lado de Raquel Lyra. Eu não conheço ninguém que esteja disputando vaga para o Senado do lado de lá”, afirmou.
Marília também ressaltou que o processo de construção da chapa majoritária deve priorizar coesão e previsibilidade. No cenário eleitoral, a eleição para o Senado envolve mandato de oito anos, o que amplia o impacto das decisões tomadas pelo ocupante do cargo e exige maior avaliação do eleitorado sobre trajetória e posicionamentos públicos.
Marília defende unidade
Assim como tem defendido ao longo de 2025, Marília afirmou que a composição para o Senado deve fortalecer — e não fragmentar — o projeto estadual liderado pelo prefeito do Recife, João Campos, com quem mantém alinhamento político e afinidade com o campo do presidente Lula. “Quem quer ajudar o projeto liderado pelo prefeito João Campos não cria confusão. Muito pelo contrário. É hora de se unir para solucionar e combater os verdadeiros problemas, que estão lá fora! Quem está para somar tem que ter maturidade e consciência política de contribuir de verdade, de não criar problema, ficar falando que vai para lá ou para cá. Todos temos que colocar a vaidade e o ego no bolso”, disse.
Na sequência, reforçou a defesa da própria trajetória e do papel institucional do Senado Federal. “O que eu posso afirmar, com certeza, é de que o povo pernambucano conhece meus posicionamentos e minha trajetória. Sempre tive lado. O mandato para o Senado é um mandato de oito anos. Isso é quase uma década de decisões que terão um peso muito grande para Brasil. O Senado é uma das casas mais importantes para o povo brasileiro. É onde se decide sobre direitos, sobre a venda do patrimônio brasileiro, os interesses dos bancos e a defesa do povo mais pobre. É onde se pode definir sobre o impeacheament de um presidente, só para se ter ideia. Então, é uma responsabilidade muito grande, que exige fidelidade e coerência”, afirmou.
O Senado Federal é a casa legislativa responsável, entre outras atribuições, por julgar processos de impeachment de presidente da República, aprovar indicações para tribunais superiores e analisar operações de crédito de estados e municípios, funções que ampliam o peso político do cargo.
Agenda
Durante o giro pelo Sertão, Marília já passou por Flores, Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Quixaba, Santa Cruz da Baixa Verde e Serra Talhada. A agenda segue na região com compromisso em Águas Belas e, em seguida, deslocamento para o Agreste, com atividades previstas em Iati, Paranatama e Garanhuns.
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