O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o prefeito do Recife, João Campos, vistoriaram nesta quinta-feira (15) as obras do terminal intermodal do Aeroporto Internacional do Recife. O empreendimento recebe investimento de R$ 60 milhões e integra um conjunto de intervenções que somam cerca de R$ 640 milhões no principal terminal aéreo de Pernambuco.
A visita ocorreu no espaço onde será implantada a estrutura que concentrará, em um único ambiente, o acesso a ônibus urbanos, táxis, transporte por aplicativo e veículos particulares. O terminal terá 20 mil metros quadrados de área construída e foi projetado para organizar o fluxo de passageiros e ampliar a integração do aeroporto com a malha urbana da capital.
A obra faz parte do plano de expansão conduzido pela concessionária Aena Brasil, responsável pela administração do terminal desde 2020. Dados operacionais da empresa indicam que o Aeroporto do Recife movimentou cerca de 10 milhões de passageiros em 2024, mantendo a liderança entre os terminais das regiões Norte e Nordeste.
Mobilidade ampliada
Durante a vistoria técnica, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o pacote de investimentos contempla frentes distintas de infraestrutura.
“Estamos falando de um conjunto robusto de investimentos que transforma o Aeroporto do Recife em um equipamento cada vez mais moderno e conectado à cidade. São ações que geram emprego, renda e impulsionam o turismo de lazer e de negócios, além de fortalecer a economia da Região Metropolitana”, afirmou.
O diretor-geral da Aena Brasil, Joaquín Rodríguez, informou que a empresa responsável pela execução da obra deve ser contratada em março. “O terminal intermodal é uma obra estratégica para o Aeroporto do Recife, tanto do ponto de vista da mobilidade quanto da experiência do passageiro. Em março, a empresa responsável pela execução será contratada, o que permitirá dar ainda mais celeridade ao andamento das obras. Trata-se de um investimento estruturante, pensado para o longo prazo, que fortalece a integração do aeroporto com a cidade, amplia a acessibilidade e valoriza o entorno urbano, sempre com respeito ao patrimônio histórico da área”, declarou.
O projeto inclui integração com ciclovias e intervenções no entorno. Mobilidade ativa é o modelo de deslocamento baseado em meios não motorizados, como caminhada e bicicleta, adotado em projetos urbanos para reduzir custos logísticos e pressão sobre o sistema viário.
João Campos destaca fluxo de passageiros
Durante a visita, o prefeito do Recife, João Campos, afirmou que o terminal registra crescimento contínuo da demanda.
“A gente celebra recorde atrás de recorde. O aeroporto bateu quase 10 milhões de passageiros, é o primeiro do Norte e Nordeste do Brasil e disputa posição com grandes hubs fora do eixo Sudeste, como Porto Alegre e Brasília”, afirmou.
O gestor acrescentou que a ampliação faz parte de um ciclo contínuo de obras. “A Aena já vem realizando uma expansão há alguns anos, aumentando a capacidade de operação, e essa é uma das etapas mais importantes dessa relação do aeroporto com a cidade, porque estamos construindo aqui um terminal intermodal”, disse.
O ministro também relacionou as intervenções ao crescimento da demanda. “Estamos expandindo a capacidade de operação e essa etapa é uma das mais importantes, porque fortalece a relação do aeroporto com a cidade e com a região”, declarou.
Aeroporto preserva área tombada
O projeto do intermodal está inserido em área com tombamento federal e estadual, o que exigiu condicionantes específicas no licenciamento. Estão previstas a preservação de painéis artísticos existentes e o restauro da Praça Ministro Salgado Filho.
Também está prevista a implantação de ciclovia no entorno, em parceria com a Prefeitura do Recife. O conjunto de intervenções busca compatibilizar expansão da infraestrutura aeroportuária, preservação do patrimônio e requalificação urbana.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) posicionam o Aeroporto do Recife de forma recorrente entre os dez mais movimentados do país em volume de passageiros, fator que pressiona por ampliação da capacidade operacional e logística.
Foto: Wesley D’Almeida
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