O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), e o ex-prefeito de Quipapá, Alvinho Porto, afirmaram nesta quinta-feira (11) que o rompimento político com o prefeito Genivaldo Pité (Republicanos) ocorreu em razão do descumprimento de acordos firmados durante a campanha municipal de 2024. Em entrevista à Rádio Quipapá FM, os dois também rebateram críticas feitas pelo gestor e defenderam o legado administrativo deixado pela gestão anterior.
Segundo Álvaro Porto, o grupo político apoiou Pité na administração municipal e na disputa pela reeleição, mas os compromissos assumidos posteriormente não teriam sido cumpridos. O parlamentar classificou a postura do prefeito como um ato de ingratidão e traição política.
“Em política, não há espaço para descumprimento de palavra, traição e ingratidão. E, tudo o que foi acertado, ele descumpriu. Disse que queria que eu o visse como filho e lhe desse apoio na gestão. Todo mundo sabe que ajudei Quipapá, que sou grato pelo acolhimento que tive e tenho da população, que trabalho em favor do município, mas é importante deixar claro que houve traição e ingratidão por parte do prefeito. Como diz a música de Marco Brasil, tivemos aí a história do filho ingrato”, afirmou Porto.
Genivaldo Pité assumiu a Prefeitura de Quipapá no início de 2024 após a renúncia de Alvinho Porto, que deixou o cargo alegando motivos de ordem pessoal. De acordo com Álvaro Porto, o grupo político retomou o apoio ao prefeito durante a campanha daquele ano e participou ativamente da articulação eleitoral que resultou na vitória nas urnas.
Alvaro explica rompimento
Segundo os Porto, o acordo político previa o apoio de Pité, em 2026, à reeleição de Álvaro Porto para a Assembleia Legislativa e à candidatura de Gabriel Porto (PSB) à Câmara dos Deputados. Eles afirmam, porém, que o prefeito passou a apoiar outros projetos políticos e iniciou críticas à gestão anterior.
Ainda de acordo com as declarações feitas na entrevista, o prefeito também estaria pressionando servidores municipais em relação ao apoio político para as eleições do próximo ano. As acusações foram feitas pelos entrevistados durante o programa, sem apresentação de documentos ou posicionamento do prefeito na entrevista.
Balanço da gestão
Durante a entrevista, o ex-prefeito Alvinho Porto apresentou um balanço das ações executadas durante sua administração. Entre as medidas citadas estão a regularização do pagamento dos servidores municipais, a negociação e quitação de aproximadamente R$ 14 milhões em débitos com a Neoenergia herdados de gestões anteriores e a substituição da iluminação pública por lâmpadas de LED.
O ex-gestor também destacou a implantação da casa de apoio de Quipapá no Recife para acolher pacientes e acompanhantes em tratamento médico, além da pavimentação da primeira etapa da estrada da Vila Cruzeiro e o calçamento das ladeiras de acesso à Nova Vila.
Na área da saúde, Alvinho Porto citou a reativação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a reestruturação das unidades de saúde da Vila Cruzeiro, a inauguração do posto de saúde do Bar do Bode, a instalação da Secretaria Municipal de Saúde em novo endereço e a manutenção de plantão médico diário no hospital municipal. Segundo ele, o município passou a contar com dez equipes de saúde da família, oferecendo atendimento médico e odontológico.
Também foram mencionados convênios para construção do Mirante do Alto do Cruzeiro e outras intervenções de infraestrutura realizadas durante sua gestão.
Alvinho Porto rebateu críticas feitas à sua administração e afirmou que as contas do período em que esteve à frente da prefeitura receberam aprovação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE).
“O prefeito está desrespeitando quem trabalha com ele. Além disso, é importante afirmar que todas as minhas contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado”, declarou.
O ex-prefeito também questionou críticas relacionadas à situação financeira do município e observou que integrantes da atual administração participaram da gestão anterior.
Ao final da entrevista, Álvaro Porto e Alvinho Porto afirmaram que a população de Quipapá acompanhará os desdobramentos do cenário político local e defenderam que a atuação pública deve ser pautada pelo cumprimento de compromissos assumidos e pela execução de ações voltadas ao município.
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