Os professores da rede municipal de Olinda mantêm o estado de greve após rejeitarem a proposta de reajuste salarial apresentada pela prefeitura. Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal desta terça-feira (9), a vereadora e presidente da Comissão de Educação, Eugênia Lima (PT), saiu em defesa da categoria e cobrou a retomada das negociações com a gestão municipal.
A mobilização foi definida em assembleia realizada na última sexta-feira (5). De forma unânime, os professores recusaram o reajuste de 2,7% proposto pela prefeitura e passaram a reivindicar a aplicação de um índice de 5,4%, percentual necessário, segundo a categoria, para adequação ao piso nacional do magistério.
Segundo a parlamentar, a administração municipal não tem demonstrado disposição para avançar nas negociações. “Simplesmente a prefeitura não quer cumprir o piso nacional. O que foi oferecido é um absurdo”, declarou.
Eugênia cobra piso
O Ministério da Educação atualizou o piso salarial nacional do magistério para R$ 5.130,63 em 2026, valor destinado aos profissionais com jornada de 40 horas semanais. O piso é o valor mínimo que deve ser pago aos professores da educação básica da rede pública em todo o país.
De acordo com Eugênia Lima e o Sindicato dos Professores Municipais de Olinda (Sipmol), a proposta apresentada pela prefeitura ficou abaixo do percentual necessário para adequação ao piso nacional.
Durante o pronunciamento, a vereadora também relatou dificuldades enfrentadas pelos profissionais da rede municipal. “Os professores tiram do próprio bolso material escolar e papel higiênico. Já não há perspectiva nem cronograma de manutenção das escolas e agora não temos perspectiva do cumprimento do piso nacional da educação”, afirmou.
A parlamentar destacou ainda que a valorização dos profissionais da educação tem impacto direto na formação dos estudantes. “A gente está falando do futuro da cidade. A escola tem o compromisso de formar cidadãos e cidadãs”, disse.
Campanha salarial
Segundo o Sipmol, a campanha salarial da categoria está em andamento desde março. A entidade afirma que vem buscando diálogo com a administração municipal, mas sem avanços nas negociações.
Ainda de acordo com o sindicato, além de oferecer reajuste inferior ao reivindicado pela categoria, a prefeitura não apresentou proposta para quitar integralmente os valores retroativos acumulados ao longo do ano, prevendo o pagamento referente apenas ao mês de maio.
Até o momento, a gestão municipal não anunciou uma nova proposta salarial para os professores da rede.
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