Em entrevista à rede CNN, em São Paulo, na manhã desta terça-feira (9), a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), adotou a cautela ao falar sobre as eleições. Assim como e suas entrevistas no Recife, ela fez elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas evitou cravar voto no petista. Em outro momento da entrevista, deu indícios de que Túlio Gadêlha e Miguel Coelho poderão ser seus candidatos ao Senado em sua chapa. Ela também focou o discurso na entrega de obras e na arrumação fiscal.
Questionada diretamente sobre a montagem de sua chapa majoritária, em que a repórter apresentou Túlio em uma das vagas para o Senado e a disputa interna no União Progressista entre Eduardo da Fonte (PP) e Miguel (União)”, Raquel evitou antecipar anúncios e disse que tinha até as convenções partidárias, que se encerram em 5 de agosto. No entanto, ela sinalizou que o desenho de suas alianças atuais guiará a composição oficial.
“As alianças que a gente tem no governo vão estar representadas durante o processo eleitoral nas convenções, com a indicação dos componentes da nossa chapa. Nós temos nomes muito bons”, declarou a governadora, emendando que “não haverá surpresa sobre isso, nem sobre qual é o propósito, que é continuar um projeto de transformação do nosso estado”. E finalizou: “Agradecendo a todos que estão caminhando comigo, inclusive Túlio e Miguel”.
Raquel e a relação com Lula
Durante a sabatina conduzida por uma bancada 100% feminina, um dos temas mais quentes foi a relação de Raquel com o Palácio do Planalto. Questionada se sua candidatura representará um palanque alternativo ou um “palanque branco” para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado, a governadora preferiu focar no pragmatismo administrativo, mas fez questão de externar sua gratidão ao petista.
“Desde o primeiro momento, o governo federal e o presidente Lula têm se colocado à disposição de Pernambuco”, pontuou Raquel, citando parcerias de infraestrutura como a Transnordestina, investimentos no Porto de Suape e o programa Minha Casa Minha Vida. “Qual é a nossa relação com o presidente? Uma relação baseada no trabalho e na entrega com confiança. Eu sou grata ao presidente e aos seus ministros, isso é indiscutível”, citou a governadora, sem cravar voto em Lula.
Ao ser pressionada sobre um posicionamento político definitivo ou se pedirá votos para Lula, Raquel foi evasiva, ressaltando que a prioridade da população no momento não é o debate eleitoral antecipado, mas sim o acesso a serviços básicos, como água e segurança.
Combate a Fake News
Raquel também rebateu acusações vindas do campo adversário sobre supostas campanhas virtuais agressivas e declarou estar sendo, ela mesma, o principal alvo de mentiras nas redes sociais após sua subida nas pesquisas de intenção de voto.
“Com esse crescimento nas pesquisas, essa temperatura aumentou. Eu tenho recebido ataques de fake news querendo me vincular a esquemas de corrupção. (…) Coloco aqui: não me meçam com a sua régua”. A governadora atribuiu parte dos ataques pessoais a componentes de machismo e misoginia por ser a primeira mulher a governar a história de Pernambuco, informando que já está acionando a Justiça contra perfis falsos.
Raquel faz balanço de Gestão
No âmbito administrativo, a chefe do Executivo pernambucano destacou a virada nos indicadores econômicos do estado, mencionando que Pernambuco vive o melhor cenário dos últimos 15 anos na geração de empregos de carteira assinada. Ela também ressaltou investimentos massivos em infraestrutura viária e habitação, citando a entrega de 25 mil unidades habitacionais e a promessa de universalizar o acesso à água para 80% da população nos próximos cinco anos através da concessão parcial da Compesa.
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