A pré-candidata ao Senado por Pernambuco Marília Arraes criticou as revelações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre um pedido de apoio financeiro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de informações pela imprensa nesta terça-feira e reacendeu o debate sobre a relação do bolsonarismo com o setor cultural.
Segundo Marília, o episódio evidencia contradições do grupo político ligado ao ex-presidente em relação às políticas culturais e aos mecanismos de financiamento do setor. A ex-deputada federal afirmou que o caso representa um contraste com críticas feitas anteriormente à Lei Rouanet e a iniciativas de incentivo cultural.
“É absolutamente revoltante assistir ao mesmo grupo político que passou anos atacando artistas, demonizando a Lei Rouanet e perseguindo a cultura brasileira recorrer agora a pedidos informais e imorais de financiamento para produzir propaganda em benefício próprio”, declarou.
Marília e a cultura
Coautora das leis Lei Aldir Blanc e Lei Paulo Gustavo, aprovadas durante a pandemia da Covid-19 para apoiar trabalhadores da cultura, Marília afirmou que o episódio reforça críticas ao tratamento dado pelo bolsonarismo ao setor cultural.
“O clã Bolsonaro sempre tratou a cultura com ódio, censura e perseguição. Tentaram destruir políticas públicas sérias, humilhar trabalhadores da arte e espalhar mentiras sobre mecanismos transparentes de financiamento cultural. Agora fazem exatamente aquilo que acusavam os outros de fazer”, afirmou.
A pré-candidata também criticou o que chamou de “projeto personalista de poder”, sustentado, segundo ela, por interesses privados e pela promoção da imagem do ex-presidente.
“Quando a cultura é plural, popular e livre, eles a atacam. Mas quando serve para alimentar e financiar propaganda da extrema direita, estendem a mão sem qualquer constrangimento. A hipocrisia bolsonarista não tem limite”, disse.
Marília Arraes afirmou ainda defender políticas públicas voltadas ao financiamento da cultura com critérios republicanos e transparência. “Defendo uma cultura acessível ao povo brasileiro, incentivada de forma republicana e transparente, e não usada como instrumento de bajulação política ou promoção pessoal”, concluiu.
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