O deputado estadual Renato Antunes formaliza nesta quinta-feira (12) o seu ingresso no Partido Novo. É mais um movimento de fragmentação da direita em Pernambuco, que tem como maior prejudicado do Partido Liberal, do ex-presidente Jair Bolsonaro. Insatisfação com o comando da sigla em Pernambuco ou sobrevivência política, o fato é que o campo de apoio a Flávio Bolsonaro pulverizou-se entre várias legendas, sem, no entanto, garantir um palanque majoritário para o presidenciável.
Antes de Antunes, já haviam deixado do PL o ex-ministro Gilson Machado, que migrou para o Podemos, levando junto antigos aliados da família Ferreira – que comanda a legenda –, como a pastora Flávia Santos e Rebeca Lucena. Nesta semana, foi a vez do deputado federal Pastor Eurico, que se mudou de mala e cuia para o PSDB.
Todas as defecções do PL acabaram por inviabilizar qualquer movimento majoritário do partido. Terceiro colocado na disputa pelo governo em 2022, Anderson Ferreira vem flertando com uma candidatura ao Senado. E há espaço para ao menos brigar por uma das duas vagas. Mas como candidato avulso, sem um cabeça de chapa numa eleição polarizada entre dois nomes fortes para o governo e uma direita multifragmentada, é quase uma missão camicase. E, na política, poucos se habilitam a um suicídio eleitoral.
Direita dividida
Com nomes divididos em quatro partidos, a tendência na direita pernambucana é cada um cuidar a sua vida, mantendo uma distância regulamentar das disputas majoritárias nacional e no Estado, pois tanto a governadora Raquel Lyra, quanto João Campos já deixaram claro que estarão com o presidente Lula. As exceções nesses casos serão os bolsonaristas raiz, com um eleitorado fiel, ou se Flávio Bolsonaro decolar. Aí todo o cenário muda.
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