João Campos alerta para “ameaça autoritária” ao falar do monitoramento de secretário da PCR

Ao inaugurar creche, João Campos classifica como criminoso o monitoramento de secretário da PCR e defende o Estado Democrático de Direito

Depois de usar as redes sociais para fazer sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de colocar a Polícia Federal (PF) para investigar o monitoramento de secretário da Prefeitura Recife, o prefeito João Campos (PSB), afirmou, nesta quarta-feira (4), que o país não pode “voltar ao tempo de ameaça autoritária”. A declaração foi dada durante a inauguração da Creche Escola Municipal Amadeu Clementino, na Ilha de Joaneiro, na Zona Norte da cidade.

Sem citar o Governo do Estado ou a Polícia Civil (PC), João Campos o classificou o monitoramento secretário municipal de Articulação e Política Social, Gustavo Monteiro, e de seu irmão, Eduardo Monteiro, assessor da Prefeitura do Recife feito pela PC, como um “ato criminoso” e afirmou que práticas desse tipo “não encontram respaldo no Estado Democrático de Direito”.

“Nenhum prefeito do Brasil fez nesse tempo a quantidade de vagas de creche que nós fizemos. Isso não é pouca coisa. E aí eu queria dizer, como é que isso é possível? Sabe como é que isso é possível? Trabalhando. Se eu acordasse de manhã bem cedo e dedicasse a minha energia, a minha disposição a estar perseguindo as pessoas, a estar buscando briga, a estar rastreando de forma ilegal o adversário, a estar perseguindo outras instituições, eu não estaria aqui hoje inaugurando creche atrás de creche e outra atrás de outra”, provocou João Campos.

João destaca entrada da PF na investigação

O caso envolve monitoramento e a instalação de um dispositivo de rastreamento de forma irregular em um carro da frota municipal. A apuração investiga a possível participação de agentes públicos no monitoramento. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Federal.

“É como o fato é recente que a aconteceu. Eu já falei sobre isso, de você ter um ato criminoso de ter instalado um rastreador de forma criminosa no carro da prefeitura. A Polícia Federal vai investigar o caso!”, disse o prefeito. Segundo ele, a apuração ocorre após determinação do STF.

“Esse tempo de intimidação, de autoritarismo, de arrogância, esse tempo ficou no passado. Esse tempo ficou num tempo que nunca mais deve ser repetido como foi na ditadura militar do Brasil, que nós a cidade do Recife, o estado de Pernambuco foi vítima disso. Viu um governador eleito ser preso, caçado, exilado”, destacou João Campos, se referindo ao seu avô, Miguel Arraes.

O prefeito João Campos acrescentou que não irá baixar a cabeça a “atos criminosos. “Eu aprendi a ter educação, a saber agradecer, a fazer uma referência, a baixar a cabeça para as pessoas idosas, para as pessoas mais humildes, para agradecer. Mas não contem comigo para baixar a cabeça para nenhum ato autoritário ou que viole qualquer lei do nosso país. Por isso que a gente vai seguir trabalhando, fazendo o que é certo e fazendo o que as pessoas esperam de nós”, colocou o prefeito.

Ampliação de vagas em creches

As declarações ocorreram durante a entrega da Creche Escola Municipal Amadeu Clementino, uma nova unidade de educação infantil na Ilha do Joaneiro, que ampliou a oferta de vagas na rede municipal. De acordo com João Campos, a inauguração elevou para 18.128 o número de vagas garantidas no Recife.

“A gente chega a mais de 18.000 vagas 18.128 vagas de creche garantidas. Lembrando que quando eu assumir os 6.439 e agora há 18.128 a gente tá muito perto de bater o triplo de vagas de cresce. A gente foi a capital brasileira que mais fez vaga de cresce. No Brasil, nenhuma outra cidade fez tanta vaga nesse curto espaço de tempo. Então isso é um marco que a gente é celebra e que a gente agradece a equipe que tá trabalhando”, afirmou João.

Segundo o prefeito, a unidade entregue possui seis salas de aula e recebeu investimento de aproximadamente R$ 3 milhões. A obra foi executada em uma área com restrições técnicas por se tratar de terreno de mangue. “Aqui é uma área desafiadora, porque é uma área de pântano, tipo um mangue. Então, teve desafio na fundação aqui pra ser executado.”

Modelo integral e novas unidades

A creche funciona em regime integral, com atendimento das 7h às 17h. O prefeito destacou que o modelo ainda não é predominante em grandes centros urbanos do país. “E a gente tem um modelo integral, então é de 7:00 da manhã às 5:00 da tarde.”

Questionado sobre a demanda por vagas, João Campos afirmou que a política de expansão será mantida enquanto houver crianças fora da escola e anunciou a construção de uma nova unidade no mesmo terreno. “Enquanto estiver criança fora de sala de aula, ainda tem creche, a ser feita e, aqui mesmo, nesse terreno do lado, vai ter uma nova unidade.”

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SOBRE O EDITOR
Márcio Didier

Márcio Didier é jornalista, formado pela Universidade Católica de Pernambuco, com passagens pelo Jornal do Comércio, Blog da Folha e assessoria de comunicação

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