ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto comunicou sua desfiliação do Partido Liberal (PL) e afirmou que continuará no campo político alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi divulgada por meio de nota pública direcionada à militância conservadora e liberal.
Na carta, Gilson Machado declarou que deixa o partido “com a consciência tranquila de quem cumpriu o dever como cidadão e gestor de políticas públicas” e reforçou sua permanência no campo político bolsonarista. “Troco de partido, mas não de lado. Sigo fiel aos meus ideais e valores”, afirmou.
O ex-ministro também reiterou a relação política com o ex-presidente da República. “Sempre leal ao Presidente Jair Bolsonaro e ao Senador Flávio Bolsonaro. Minha relação com o presidente não é de circunstância, foi e é, uma parceria construída e baseada na confiança, valores e projetos em comum por um Brasil melhor e mais justo.”
Divergência sobre candidatura ao Senado
Gilson Machado afirmou que permanece como o nome defendido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado por Pernambuco, mas disse que não foi o escolhido pela direção estadual do PL. “Continuo sendo o nome defendido pelo Presidente Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado por Pernambuco. Porém não sou o nome escolhido pela direção estadual do partido para essa missão.”
O movimento ocorre em um contexto de reorganização interna das legendas visando as eleições de 2026, especialmente em estados onde há mais de um grupo disputando protagonismo dentro da mesma sigla.
Segundo o ex-ministro, a decisão de deixar o partido foi comunicada a integrantes da família Bolsonaro. “A decisão, contudo, foi compartilhada com meus amigos Flávio Bolsonaro e Renato Bolsonaro, que compreenderam que este novo passo fortalece nosso projeto político para 2026.”
Gilson destaca desempenho eleitoral
Na nota, Gilson Machado atribuiu à sua atuação parte do desempenho eleitoral obtido pelo PL em Pernambuco nas últimas eleições. “No PL, contribuí efetivamente para o fortalecimento da legenda, por meio de mobilizações populares e obtendo mais de 1,3 milhão de votos em 2022, além de repetir o segundo lugar em 2024, resultado direto da força da base e do povo nordestino.”
Os números mencionados fazem referência à votação obtida na eleição de 2022 e ao desempenho eleitoral em disputas subsequentes, dados que vêm sendo utilizados por aliados do ex-ministro como argumento em defesa de sua viabilidade política.
Restrições de deslocamento
Gilson Machado informou que não conseguiu comunicar pessoalmente a decisão ao ex-presidente Jair Bolsonaro por estar com restrições de deslocamento e impedido de sair do Recife. Ainda assim, afirmou manter o alinhamento político. “Por estar, neste momento, com restrições de deslocamento e impedido de sair de Recife, não pude comunicar pessoalmente minha decisão ao Presidente Jair Bolsonaro.”
Na parte final da nota, o ex-ministro reafirmou sua posição política e disse que continuará atuando no debate público. “Seguirei na linha de frente da luta pela liberdade de expressão e contra as perseguições políticas. Sigo no projeto para uma nação cada vez mais soberana para Pernambuco e o Brasil.”
A nota é assinada por Gilson Machado, que se identifica como bolsonarista.
Veja também:

