Nos dois dias seguintes à votação de domingo (6), o candidato do PT à Prefeitura de Olinda, Vinicius Castello, caiu em campo e conseguiu uma agenda extremamente positiva, que vai muito além dos anúncios de apoios à sua campanha, que são muito importantes, lógico. Mas o efeito motivacional é bem mais amplo. Depois das adesões dos ex-candidatos Antônio Campos (PRTB), na segunda, e Márcio Botelho, o PP e parte do PDT, na terça, a candidatura cria uma aura de que está alargando o palanque pela perspectiva de vitória.
O efeito prático disso é que vereadores eleitos (no plural) e pelo menos quatro suplentes emitiram sinais de que querem conversar para aderir ao grupo. E é possível que ainda esta semana novos apoios sejam anunciados.
A grande incógnita em relação ao segundo turno em Olinda segue sendo a posição da terceira colocada na disputa, Izabel Urquiza. Com 51.526, o que representa 24,83%, ela tem o potencial de desequilibrar a balança para o lado que apoiar. Nos bastidores há rumores para todos os gostos. “Ela é do PL, não vai apoiar Vinicius, do PT”; “ela foi muito crítica à gestão de Lupércio, não teria como em tão pouco tempo esquecer os ataques que fez e apoiar a sua candidata”.
Izabel está, como diria o ex-governador Joaquim Francisco, ““assuntando a massaranduba do tempo”, analisando os possíveis cenários e suas implicações. Há pontos de divergências com os dois lados, alguns de ordem pessoal e outras na política. Há a possibilidade de ela se pronunciar até esta quinta-feira (10), mas essa informação não encontra base oficial para ser confirmada.
Bom para Mirella, melhor para Vinicius
O certo é que se ela anunciar apoio a Mirella Almeida (PSD) pode, digamos, empatar o jogo. No entanto, poucos acreditam nessa possibilidade. A não ser por uma posição do partido ou do campo político que a legenda faz parte. Se optar por Vinicius, reforça o vento de cauda que ele vem voando desde a vitória no primeiro turno. Se optar pela neutralidade, ainda assim Vinicius se beneficia, pois não a adversária não criará um fato novo.
É esse cenário adverso que Mirella tem o desafio de romper. Sair do isolamento pós-primeiro turno não tem sido fácil. Metade da primeira das três semanas de campanha já se passou e ela não conseguiu de onde estava. E cada dia que passa, fica mais estreita a margem para alargar o palanque. Tempo é ouro num segundo turno. E se não cuidar, escorre pelas mãos sem nem sentir.
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