Márcio Didier
Uma média muito ruim para quem tem apenas quatro anos para mostrar que os votos de 3.113.415 pernambucanos valeram à pena. Eles buscavam mudança e mudança é o que não está faltando no Governo de Raquel Lyra. Nos primeiros oito primeiros meses de gestão foram quatro secretários demitidos, uma triste média de um a cada dois meses, com a saída do secretário de Mobilidade e Infraestrutura, Evandro Avelar.
Não há agenda positiva que supere uma sucessão de mudanças na equipe. Fica uma sensação de que a gestora fez escolhas erradas, que não soube montar a equipe. Ninguém quer saber se o secretário falhou, se é bruto com a equipe ou não quer mais continuar. O que fica é que a governadora trocou mais um e não tem estabilidade no Governo. Até um ponto positivo, que é de tirar quem não tá funcionando, como ocorre na iniciativa privada, acaba se perdendo quando a frase “mais um que cai” se espalha mais do que “ela fez o certo”.
Demitir ou trocar de função um subordinado está entre as atribuições da gestora. Mas o que está acontecendo no Governo é que Raquel está demitindo pessoas que ela colocou lá. Se fossem colocadas por partidos aliados, até justificaria a troca. Mas foram escolhas pessoais, que, ao que parece, não funcionaram.
Com oito meses de mandato e uma visão real do Estado, melhor dar um longo freio de arrumação. Arrumar a casa e tentar conciliar gestão e política, evitando continuar antecipando 2026, como tem feito nos últimos dias. Se colar a pecha de gestora que troca as peças, mas não faz o Governo andar, aí ela terá sérias dificuldades na disputa.


